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riscos_e_rabiscos

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E amanhã já é segunda-feira!

Este fim de semana foi solitário: o N. não veio. Foi mais um fim de semana calmo, que aproveitei para fazer algumas coisas, tais como algumas costurices, preparar aulas e organizar papeladas.

 

A entrada no fim de semana começou, logo na sexta-feira à noite, com a ida ao vet com o Bóbi para ver como estava a orelhinha. Parece que está bem mas a ferida tem de fechar por si, o que leva algum tempo.

 

Depois pus mãos à obra: seleccionei alguns tecidos, peguei na tesoura e cortei-os para dar forma a algumas coisas que eu imaginei. Embora não tenha acabado de fazer tudo, há peças quase, quase prontas! Faltam apenas alguns pormenores.

 

Deixo-vos aqui algumas fotos de "amostra"... :)

 

Epá, se eles abrirem a porta eu vou ali dar uma voltinha... Auf!
Estas esperas irritam-me! Deixa-me lá falar com a mana (Miss Pepper)... (Suspiro!)
E uma costurice semi-fotografada... O que será que vai sair daqui? :)

Em modo "searching"...

PROCURA-SE:

Motivação perdida já há alguns dias!

 

É verdade. É assim que me sinto: sem motivação. Vocês até podem dizer "fogo, esta gaja é uma chata, sempre com estas lamúrias... " e até podem ter razão. Mas a verdade é que se há uma pequena coisa que me dá alento, logo a seguir surgem mil e uma para mo tirar. E neste momento é assim que me sinto: com a motivação roubada!

 

Ainda ontem falava com uma colega minha da escola que me dizia estar desmotivada com a escola. E eu respondi-lhe que estava na mesma. As minhas turmas são de arrancar cabelos, as condições de trabalho são de fugir a sete pés e o pagamentoé muito pouco). Mas reparem, não é que esteja a falar de forma ingrata, não. Agradeço a todos os antinhos por este trabalho e pelos míseros euros que recebo. Gostava era de ter umas turmas que soubessem o que significa RESPEITO e REGRAS e que as escolas permitissem que nós tivessemos mais um bocadinho de condições para trabalhar.

 

Tenho imensa vontade de fazer coisas. A sério. Mas quando chega a hora, perco a vontade e a motivação. É uma coisa estranha, quase inexplicável mas é o que me está a acontecer. Na minha cabeça nem imaginam o que já fiz, o pior é que foi só mesmo lá dentro.

 

Por isso busco ansiosamente a minha motivação que perdi ou que fugiu de mim. Preciso tanto dela... Se a virem por aí, mandem-na vir ter comigo, está bem?

Chegou o dia... :/

Acordei com os nervos nas últimas. O Bóbi, que tem andado tão contentinho e saltitão (como ele é sempre), hoje estava murchinho. Parece que estava a perceber que ia fazer a cirurgia.

 

Como combinado, ao meio dia, fui para o vet à espera que fosse chamado. Quando chegou a sua vez, entrou para a sala de atendimento com receio mas portando-se bem. Depois de o por em cima da mesa da vet, ela deu-lhe uma pica na perninha - um sedativo - e o Bóbi não disse nada. Só que começou a ficar trôpego e sem forças nas perninhas, o que achou estranho.

 

A auxiliar da ver levou-o para a preparação da cirurgia noutra sala e nós já não o pudemos acompanhar. Viémos para casa. Foi tão estranho entrar em casa e não termos um nariz curioso a cumprimentar-nos e a saltar-nos para cima para nos dar uma lambidela.

 

Quando sair do trabalho vou directa para a clínica. Espero, nessa altura, que o meu Bóbi já tenha saído do recobro e venha para casa para receber muitos beijinhos e miminhos meus.

Memórias de Outono

Com a chegada do outono, ontem, parece que as temperaturas baixaram um pouquinho - finalmente - e a chuva e o vento fizeram uma visita ainda que seja breve.

 

Apetece-me este tempo mais fresco, com alguma chuva. Estou farta deste calor, deste sol demasiado baixo. 

 

Ontem, sentada no sofá a ver TV e atenta aos clarões dos relâmpagos dos trovões que se ouviam ao longe, regressei à minha infância. E senti saudades.

 

Lembrei-me dos dias da escola primária, do início das aulas, de quando era outono a sério. Voltei àqueles tempos em que a minha mãe me ia buscar à escola e aos dias de vento e chuva. Dos dias de trovoada em que colocava os dedos nos ouvidos (porque tinha medo) e ninguém mos fazia tirar. Daescola telefonavam à minha mãe para que me fosse buscar. Lembrei-me daqueles dias em que o vento fazia as folhas das árvores dançarem, depois descansarem no chão e eu apanhá-las toda contente.

 

E estas memórias trouxeram-me felicidade e conforto, aquele conforto bom de quando o nosso mundo era feito de pequenas coisas e de protecção.

Balanço da Semana.

Já devem ter reparado que eu ando muito jururu (*). Já comecei as aulas mas antes do início destas, tive reuniões com as escolas para definição de regras e normas. E conforme ia às reuniões, o desânimo apoderava-se de mim. As turmas são péssimas, os miúdos não gostam de inglês, o ensino/aprendizagem muito deficiente. O cenário é bastante escuro para não dizer negro.

 

Mas o que aconteceu nestes cinco anos, que estive fora das AECs na escola pública, para estarem neste estado? Na altura em que estas actividades arrancaram, a ministra da altura (Maria de Lurdes Rodrigues) até tinha como ponto de referência a nível nacional a minha cidade de tão bem que as coisas estavam a correr.

 

Temos de fazer omeletes em ovos e o ensino é desigual entre escolas. Continua-se a não poder tirar fotocópias, nem imprimr nada e ainda por cima os miúdos deixaram de ter manuais. Querem que façamos jogos e "brinquemos" com os alunos. Antes de conhecer as minhas turmas todas, andei a tremer nas bases, completamente apanhadinha pelos efeitos secundários dos nervos.

 

Como se não bastasse tudo isto, o meu Bóbi vai mesmo ter que ser operado. é mais uma situação para me fazer andar nervosa e ansiosa. E preocupa-me não ter carro para levar o cão até ao vet. Não pode ir a pé porque com o calor - e o facto de estar com calor - não pode levar anestesia geral porque pode causar um enfisema pulmonar. 

 

Depois vejo estas injustiças todas que estão a contecer no nosso país e que me atingem como facas afiadas. 

Quero andar para a frente, trabalhar, desenvolver-me, progredir, evoluir, seguir com o meu projecto Lovely Things para a frente mas parece que tenho umas amarras que não me deixam avançar, que me prendem à base.

 

Não perco a Esperança mas desanimo, tenho fases em que me sinto mais em baixo. Esta é uma delas.

 

(*) Pessoa que demonstra uma apatia, um desânimo.


P.S. - Assim que conseguir controlar estes nervos e ansiedade, respondo aos vossos comentários, volto a comentar-vos e a dar-vos a atenção que merecem. I promise!

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